ADAPTAÇÃO DE MATERIAL PEDAGÓGICO
ADAPTAÇÃO DE
MATERIAIS
Andrea
Gonçalves
Tutor externo:
Marino Noronha da Silva Junior
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Turma Letras - Libras – Prática Interdisciplinar IV
2018
RESUMO
Espera-se com esse
trabalho de adaptação de materiais
desenvolver as capacidades cognitivas por meio de atividade lúdica desenvolvida para alcançar
os objetivos proposto para que o aluno se tenha uma aprendizagem significativa.
Podendo assim acompanhar os demais alunos nos conteúdos estabelecido para a
série em que está inserido. Para tanto a utilização dos variados métodos de
adaptação se faz necessário sempre que nos deparamos com algumas dificuldades ,
podemos dizer que a adaptação é uma forma que temos para poder entender e
solucionar a defasagem escolar do aluno com dificuldades de aprendizado, e que
por tanto cabe somente o nós professores que conhecemos o aluno com
dificuldades elaborar e aplicar da melhor forma alterando algumas vezes a
maneira de como esse material será utilizado. E que ao elaborar um determinado
material
Devemos estar cientes
dos objetivos que queremos alcançar com tal material, e não somente fazer o
material e deixar exposto para mostra escolar.
Palavras-chave: adaptação, dificuldades, conhecer, elaborar.
1 INTRODUÇÃO
O trabalho apresentado
tem como objetivo auxiliar professores e alunos para uma melhor aprendizagem no
campo da educação inclusiva, pois sem as adaptações corretas não se pode ter
uma aprendizagem significativa. A importância deste temas se dá pelo fato de
que, ainda hoje a inclusão não é uma realidade em todas as escolas, e que vemos
a inclusão somente de um ponto de vista e não na sua totalidade. E que algumas
atitudes que tomamos não condis com que está escrito na legislação referente ao
incluir.
Para tanto este paper
tem em sua finalidade trazer à tona ações que possam nos permitir ser cidadãos
transformadores, comprometidos com o agir sem preconceito sem distinção de
raça, deficiências, etnias. E por não termos uma clareza de que estamos
deixando a desejar quando se referimos a educação inclusiva, é nesse sentido,
que fazemos muitas ações que rotulamos preconceituosamente aqueles que
realmente precisam ser incluído na educação.
A
criança que nasce com alguma deficiência ou que a adquire no decorrer da sua
vida tem no seu cotidiano uma série de dificuldades. São muitos obstáculos e
muitos desafios a serem alcançados. Não é apenas a deficiência apresentada que
torna o aprendizado, às vezes, difícil, mas também e, principalmente, a atitude
da sociedade em relação às suas dificuldades.
2
DESENVOLVIMENTO
Na
Constituição da República Federativa do Brasil/1988, especialmente no inciso
IV, do artigo 208, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
(9.394/96), particularmente no artigo 59, inciso I e nas Diretrizes Nacionais
para Educação Especial na Educação Básica (Resolução número 2/2001). Refere-se
que:
consideram-se ajudas técnicas os elementos que
permitem compensar uma ou mais
limitações funcionais motoras, sensoriais ou mentais da pessoa com deficiência,
com o objetivo de permitir superar as barreiras da comunicação e da mobilidade
(
LDBEN Resolução nº 2/2001)
No Decreto
número 3298 de 20 de dezembro de 1999, em seu artigo 19, parágrafo único. Essa
definição, no âmbito pedagógico, relaciona-se com a ajuda que pode ser
proporcionada a alunos e professores e está contemplada no Parecer CNE/CEB
número 17/2001: [...] O Parecer CNE/CEB 17/2001 deixa claro que “cabe a
todos”, principalmente aos setores de pesquisa e às universidades, o
desenvolvimento de estudos na busca de melhores recursos para auxiliar/ampliar
a capacidade das pessoas com necessidades educacionais especiais de se
comunicar, de se locomover e de participar de maneira, cada vez mais autônoma,
do meio educacional, da vida produtiva e da vida social, exercendo assim, de
maneira plena, a sua cidadania.
E em se falando em
educação inclusiva é importante salientar que o foco em si não é a deficiência
do aluno, mais sim a acessibilidade da escola, como os espaços, os recursos e
materiais acessíveis para esse aluno, que atenda e responda a cada
especificidade de cada aluno para cada tipo de deficiência que ele tenha.
Portanto esses materiais e principalmente a comunicação entre eles, fazendo com
que o aluno seja participativo na sala de aula bem como os demais. Estamos em
uma era de transformação, onde não é o aluno que tem que se adaptar a escola,
mais sim, o professor ir se adaptando com materiais alternativos, para que seu
aluno aprenda e se desenvolva adequadamente.
As adaptações
curriculares são para atuar frente as dificuldades do aluno em aprender,
digamos assim, que é realizado a adaptação do currículo regular de ensino, para
que o torne apropriado as característico do aluno com tal deficiência, sendo
assim, um currículo mais dinâmico, que possa ser ampliado para assim atender a
todas as dificuldades desse aluno, como o de todos educandos ali presente.
Ferreira(2003)
utilizando a Declaração de Salamanca(1994), considera que uma escola inclusiva
é aquela que “reconhece e satisfaz as necessidades diversas dos seus alunos,
adaptando-se aos vários estilos e ritmos de aprendizagem, de modo a garantir um
bom nível de educação para todos...”
Seguindo o acorde do
INES, essas adaptações é criar várias formas de condição física, ambientais e
os materiais diferenciados para o aluno, possibilitando uma melhor comunicação
e interação com o ambiente e quem o rodeia, ter a participação nas atividades
diversas da sala de aula, garantir equipamentos específicos e necessário,
softwares educativos, adaptar materiais de uso comum em sala de aula para uma
melhor compreensão, como os slides, cartazes, além dos materiais escritos.
Adaptações curriculares de modo geral envolvem modificações
organizativas, nos objetivos e conteúdo, nas metodologias e na organização
didática, na organização do tempo e na filosofia e estratégias de avaliação,
permitindo o atendimento às necessidades educativas de todos os alunos em
relação à construção do conhecimento. (Oliveira & Machado apud, GLAT,
2007). Como sempre vemos quando pesquisamos sobre a
educação inclusiva, o aluno deficiente sempre deve participar das atividades em
sala e fazer parte da classe regular, seguindo as meterias dos demais alunos,
aprendendo as mesmas coisas, mesmo que seja de uma forma diferenciada, fazendo
suas necessárias adaptações.
O trabalho de adaptação
em LIBRAS sugerido e elaborado pela acadêmica Andrea, foi
desenvolvido para alunos em alfabetização em português/Libras sendo que esse
aluno possui defasagem escolar devido a sua deficiência auditiva, pois o aluno
em questão já está na 4° série de ensino fundamental e necessita de um
professor bilíngue e que até o momento
não tinha um laudo que afirmasse o grau de sua deficiência impossibilitando
assim o contrato de um professor para auxilia-lo nas atividades
Atividade desenvolvida
com o alfabeto adaptado para Libras do A ao Z, sendo que deverá ser apresentado
ao aluno por etapas. O alfabeto poderá ser utilizado com cartelas com sinais ou
somente com as figuras e o professor fazendo os sinais. Como mostrado na figura
em anexo.
A proposta da adaptação é formar conceito em língua de
sinais sobre as figuras apresentadas nas pétalas, chegando a formação de frases
em Libras ou português das mesmas figuras. Visto que devemos sempre estar atentos , pois as adaptações são atividades elaboradas partindo de algo já construído ,portanto não cabe a ninguém tomá-lo como seu, vindo a patentear tais atividades pois isso poderá ocasionar delito , podendo ser penalizado. (Lei 9279 de 14 de maio de 1996 /Art. 184.)
3
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
Conclui-se
por tanto que ao se utilizar om determinado material devemos levar em conta,
para que objetivo queremos , o grau de dificuldades que queremos superar, e
principalmente qual aluno que necessitará desse material.
Pois
não adianta de nada termos uma sala de materiais adaptados se não temos alunos
que os utilize, nem mesmos sabemos para que serve tal material. E também que a
adaptação não é somente feita com materiais lúdicos , mas com todo e qualquer
atividade que venha agregar flexibilidade do conteúdo exposto pelo professor ,
seja ela em exercícios, avaliações, ou até mesmo trabalhos , para os alunos com
dificuldades.
REFERÊNCIAS
AQUINO, Julio Groppa (Org.). Diferenças e preconceitos. – Na escola –
Alternativas Teóricas e Práticas. 2ª Edição. Summus Editorial. 2003 .
BIANCHETTI, Lucídio (Org.). Um olhar sobre a diferença – interação,
trabalho e cidadania. 4ª Edição. Papirus.2004
BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto – Secretaria de Educação
Especial. CARVALHO, Erenice Natália Soares. Educação Especial – Deficiência
Mental. Brasília, SEESP, 1997.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Lei n. 9.394/96
BRASIL. Plano Nacional da Educação/ Lei n. 10.172/2001.
FERNANDES, Sueli. Fundamentos Para Educação Especial. 1ª edição .Editora
Intersaberes. 2013
GARCEZ,
LILIANE. Um histórico e as dimensões da educação inclusiva. DIVERSA Educação inclusiva na prática,
São Paulo, mar. 2016. Disponível em: <http://diversa.org.br/artigos/umhistorico-e-as-dimensoes-da-educacao-
inclusiva/?gclid=CjwKEAjw8vnMBRDg2ff6wpS66RQSJAApvwYSmayBrzwLMbp6vT5VAq2Kw
-COb0O370HuFKsxF7k5XhoCqIXw_wcB>.
PLANALTO.
Leis. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm>.
Acesso
em: 04 out. 2017.PORTAL DO MEC. Educação
especial. Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/secretaria-de-educacao-especial-sp-598129159/legislacao>.
PORTAL
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Disponível em:
<https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/pedagogia/a-historia-da-educacao-inclusivano-brasil/50748>.
WPOS
UNYLEYA. Importância da educação
inclusiva. Disponível em:
<http://wpos.com.br/blog/artigos/a-importancia-da-educacao-inclusiva/>.
PORTAL EDUCAÇÃO. Adaptações
curriculares na educação inclusiva. Disponível em: <https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/conteudo/adaptacoes/45866>
Acessado em 08/11/2018.
PORTAL DO MEC. Como
está sendo feita a inclusão com alunos com deficiência que nunca tiveram
contato com as classes regulares? É necessário algum tipo de adaptação?
Disponível em:< http://portal.mec.gov.br/pec-g/125-perguntas-frequentes-911936531/educacao-especial-123657111/112-como-esta-sendo-feita-a-inclusao-de-alunos-com-deficiencia-que-nunca-tiveram-contato-com-as-classes-regulares-e-necessario-algum-tipo-de-adaptacao>
Acessado em 08/11/2018.
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